polêmica fashion
















Há algum tempo não faço a clipagem dos veículos de moda. Nesta semana, ::: fazineurbano toma emprestado as palavras de outros jornalistas, comunicadores e formadores de opnião do fashion nacional. A grande polêmica desta semana não foi por conta dos comprimentos, texturas e novos materiais da próxima temporada. Os olhos de todos os profissionais de moda se voltaram para a primeira edição do Prêmio Moda Brasil. Realizado no Teatro Municipal, maravilhoso e quente como a savana africana, logo após o evento caiu um toró daqueles de castigar montação. Ainda bem que minhas unhas estavam secas.
Veja a seguir o que escreveram a respeito.






http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/closet.php



"Sim, achei meio absurdo o site EP não estar indicado. Acho muito merecedora a vitória do Chic, site-referência da minha querida amiga Gloria Kalil. Estamos no ar desde 2001, contando na última temporada de moda mais de cinco milhões de impressões.



3. Fiquei meio constrangida com todos os números musicais, sobretudo Wanderléia, em longo pout-pourri. As duas versões de Wagner Moura para Waldick Soriano pareciam um grande deboche a tudo aquilo, ode a uma cafonice fora de lugar. Tão fora de lugar que o ator emendou com um assassinato de Radiohead em "Creep", entoando os versos "I don't belong here….".
Obviamente, a exceção fica por conta do mito Maria Bethânia, privilégio vê-la em qualquer lugar ou situação. Encheu o palco com sua elegância despojada e simples. E o talento, a presença, a voz etc. etc. etc.



4. A ausência de diretores de arte na categoria Melhor Campanha reflete como esse Mercado é carente no Brasil. Oskar Metsavaht, respondendo a material da Folha que creditava a ele cargo diplomático, diplomaticamente mencionou Giovanni Bianco na Arezzo e explicou de que maneira ele cria suas campanhas e suas coleções.



5. Muitos vencedores sequer entenderam seus prêmios. Duda Molinos foi o mais sincero, como sempre, falando que pouco trabalhou neste ano… Felipe Veloso, de tão surpreso, caiu em lágrimas, num emocionante e verdadeiro momento."












“Quem trabalha com moda certamente já sabe que o Prêmio Moda Brasil foi concebido por Carlos Jereissati Filho, José Maurício Machline e Tininha Kós, com o intuito de ”incentivar o desenvolvimento da moda no País” e funcionar como um “revelador dos novos talentos que despontam em todo território brasileiro“. Uma premissa tão interessante quanto ambiciosa.


A tarefa de selecionar os finalistas –entre os 1.100 inscritos, em 17 categorias– coube a um time de profissionais sérios e tarimbados: Alberto Renault, Carolina Overmeer, Donata Meirelles, Flavia Lafer, Freusa Zechmeister, Gloria Kalil, Isabella Prata, João Carrascosa, Lilian Pacce, Lula Rodrigues e Paulo Martinez.


Além dos jurados citados acima, há ainda os membros do conselho seletivo: Bob Wolfenson, Costanza Pascolato, Flavia Lafer, Patricia Carta, Patrícia Veiga, Paulo Borges e Regina Guerreiro.


Então…
Das 15 marcas concorrentes nas categorias: moda feminina, moda masculina, coleção moda praia, desfile do ano, campanha publicitária e designer de acessórios, 11 têm loja no shopping Iguatemi, patrocinador do evento. Mais da metade delas é de São Paulo, o restante é do Rio de Janeiro.


Com relação aos fotógrafos temos: Bob Wolfenson, Miro e Jacques Dequeker. Sem sombra de dúvida são fotógrafos de primeira linha, com grande talento. Miro e Wolfenson têm cerca de 30 anos de carreira e de sucesso, cada. Dequeker tem mais de 10 anos de mercado, com ascensão meteórica e trabalhos impecáveis. Mas e quanto à nova geração?


Da mesma maneira, os stylists Giovanni Frasson, Paulo Martinez e Felipe Veloso já provaram há tempos seu potencial criativo. Não surgiu mais ninguém depois deles? E Flávia Pommianoski, Davi Ramos, Daniel Ueda, Juliano Pessoa, Zuel Ferreira, Thais Mol, etc.


Não vou repassar a lista de todas as categorias para não “alugar” o eventual leitor. Mas a história se repete: um revival de figurinhas carimbadas.


Talvez, num mercado restrito como o nosso, almejar a imparcialidade seja uma utopia. As pessoas, ao se relacionarem profisionalmente, criam vínculos de todo tipo, o tempo todo. E exatamente por isso, insisto na questão da representatividade. Sem ela, não se pode falar em Moda Brasil.

Será que ninguém repara? Já estão todos acostumados às “panelinhas”? Ou, quem sabe, tem um monte de gente que pensa como eu, mas estão todos quietinhos, com receio de perderem negócios & oportunidades?

Não é fácil questionar publicamente o funcionamento de um grande evento criado por pessoas importantes e poderosas. Mas sem reflexão e espírito crítico, nosso mercado de moda não irá amadurecer.”


http://dusinfernus.wordpress.com/2008/10/30/premio-moda-brasil-nas-glorias/

Então qual a lógica de premiar Duda Molinos que declarou não ter feito nada de importante na área que concorreu esse ano - quer dizer, ganhou pelo conjunto da obra - e não premiar Costanza ou Gloria Coelho já que pelo conjunto da obra, elas são nossas embaixatrizes da moda?


Pra cada prêmio desse Moda Brasil uma sentença, uma lógica, uma esquizofrenia.De qualquer forma não faço parte do coro dos contentes, já vi prêmios de moda antes com quase os mesmo vencedores e só acreditarei nesse em sua 10ª edição, quando realmente formar história.


De resto, a coxinha estava Bienal, da época que a Bienal dava grandes festas e até o presidente da República comparecia na abertura = uma delícia.Termino falando de dois momentos que realmente devem ser os únicos que devem ficar na memória. Glória Kalil e seu discurso nominando todos os que trabalharam com ela no site foi de uma elegância ímpar poucas vezes visto no “educado” mundo da moda.


E também nominando outras jornalistas de moda que ela acredita ter tanta importância e atualidade, generosidade higher como diria a fotógrafa do Chic, Ivi. E Reinaldo Lourenço oferecndo o prêmio para a sua mulher Gloria Coelho, dizendo em alto e bom som que ela é a maior estilista do Brasil. Nesses pequenos momentos o humano rasgou a roupa e se mostrou grandiosamente nu = belo.

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