a hora e a vez de destruir sonhos

Se você tinha entre cinco e dez anos no começo dos anos oitenta e adorava ver e ouvir as histórias que Gigi Anhelli contava no quadro “Quem Quiser Que Conte Outra”, no programa infantil “Bambalalão” da TV Cultura, pense bem antes de continuar a ler este post: seus sonhos podem ser destruídos. Da minha parte, não tive outra escolha. Depois de visitar a 4º Bienal de Gravura, em cartaz no Paço Municipal de Santo André, fui arrastado por minha sobrinha de 4 anos até a biblioteca para ver alguns livros de bruxas: ela queria ter idéias para fazer a sua fantasia de Halloween. A inspiração não poderia ser mais aterrorizante. Ali mesmo, no meio da biblioteca, estava começando o show de Gigi e seu velho companheiro Xyss.


De mini-saia e trejeitos infantis, a apresentadora, que deve estar beirando os cinqüenta, apresentou um verdadeiro show de horrores. Com uma infra-estrutura precária - microfones que não funcionavam, projeção de imagens atrasadas e fantoches empoeirados e capengas – o show segue a mesma linha do quadro citado a cima: Gigi contando histórias, misturando músicas e encenações. Entre “Peter Pan” e “Alice no País das Maravilhas”, a infanto-senhora tentou fazer com que as crianças acompanhassem a saga de Romeu e Julieta. Ora, ora... nem eu, que estudei na mesma escola que ela (em épocas diferentes, claro) consegui entender e me concentrar na sua versão. Também, com aquela mini-saia...

De qualquer forma, minha sobrinha, assim como todas as outras crianças, não ligaram muito para os ares decadentes do espetáculo e até me pareceu que gostaram bastante da apresentação. Para mim, o que ficou foi uma idéia para compor a fantasia da minha sobrinha, com muitas aranhas e teias.

E a história de Gigi entrou por uma porta e saiu pela outra. E quem quiser...cof! cof! cof!



Um comentário:

  1. Pois eu vi a fulana interpretar a princesa Jasmim (é esse o nome?) numa peça tb não tão bem produzida.
    "Alladin".
    E o mocinho era um rapaz uns 30 anos mais jovem que ela.
    Até hoje tenho pesadelos ao lembrar da barriga cheeeia de rugas.

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