domingo é dia de bala



Domingo passado, após o after no D-edge e um chill out na sala de casa, fui (fomos?) para o bairro da Liberdade fazer fotossíntese, comer pão chinês e escrever desejos de Verão 2008 nos bambus. Sendai Tanabata Matsuri... Festival das Estrelas. Com água de coco, óculos escuros e muita parcimônia acreditei na tarde de sol e me joguei (jogamos?) entre os famigerados urbanóides que formigavam pela feirinha. Eufórico e faminto me questiono sobre a verossimilhança de se comer um pão chinês em uma feira japonesa... Hum... Dizem que o mundo é globalizado e a culinária fusion já é vendida em pacotinhos de ki-suco nas grandes redes de supermercados... “tem muito curry... está muito temperado...”

Sentado na sarjeta e com a boca anestesiada de curry, olho pra cima e observo os gigantescos enfeites de papel tremulando sob aquele céu-azul-chapado-aquecimento-global. “Queria um desses no meu quarto... Pega um pra mim”. Uma garotinha com um picolé de uva me contou que esses enfeites simbolizam as estrelas do Tanabata e que suas rabiolas quilométricas balançam em reverência aos cometas que cruzam o céu. Como ela sabe disso? Na verdade, a princesa Orihime e seu grande amado Kengyu se encontravam apenas uma vez por ano, sob a proteção das estrelas cadentes. Assim nasceu o frisson por conta das estrelas do Tanabata com seus pedidos escritos no tanzaku, aqueles cartões coloridos que ficam flamulando amarrados nos bambus... Eles levam nossos pedidos com o vento, na rabiola dos cometas de papel crepom. Realmente, deveria (deveríamos?) ter pedido sem curry.
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